domingo, 28 de junho de 2009

Valsa "Lívia" e outros tesouros...



Algumas relíquias do Maestro Gegê não têm preço. Como estas partituras. A primeira é a pauta manuscrita para Bombardino em Dó, de 1987, da Valsa Lívia. Ele guardou a música em segredo durante anos, e, salvo engano, é uma das poucas peças de sua autoria. As pautas dos outros instrumentos também foram guardadas, como o 1o Trombone Sib, o Baixo Sib, o Saxofone Mib, a 1a Clarineta Mib, etc.
A valsa foi tocada pela primeira vez como surpresa para a Mamãe pela Banda de Passagem de Mariana, causando um frisson em todos por ser inédita e linda.
Dos manuscritos para o computador, foi um pulo. Enganou-se quem achava que um senhor de 70 anos não conseguiria se adaptar à tecnologia. Lívio adquiriu para o Gegê um programa para escrever música, em inglês, e após algumas dicas o Maestro já dominava o software. A mesma pauta do Bombardino em Dó está também aqui, impressa pelo programa. Que economia de tempo, aliada à qualidade das partituras! Rapidamente o Gegê já estava se conectando a outras Bandas via Internet, compartilhando as partituras de músicas que encantavam a todos.
Aqui também encontra-se também outra relíquia desta época, a pauta de uma música que marcou para sempre nossos carnavais: "Do ouro ao minério de ferro, Mariana volta a Brilhar" da inesquecível Turma do Funil!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Casos de familia (1)


Em 1995, Toni Claret se mudou com a familia para Carajás... NO final daquele ano eu também me mudei com minha familia para lá. Foi um tempo muito gostoso, de convivência e aprendizado de vida. E de saudades, muitas saudades...

E inauguramos uma rota Mariana - Carajás, destino de papai e mamãe em muitas férias. Churrascos, pescarias... Dinha Isa e Dedei também passaram por lá, aumentando nossa alegria.

As saudades apertavam e as cartas eram um meio de afugentá-las. A carta acima, escrita em 7/11/95, foi endereçada pelo papai à familia de Toni. Vejam o texto:


Oi Toni, oi Sueli, oi meninada!
Deus abençoe a todos vocês. O vovô Gegê está com muitas saudades de vocês, mas está muito contente por saber que vocês estão muito contentes aí também. Os problemas existentes aqui nada representam de extraordinário, pois nunca existiu e nunca existirá “rosa sem espinhos”. Deus é um bom Pai, e o bom pai nunca faltará nas horas de necessidade. Ele acode vocês aí e nós aqui. Já li alguma coisa que diz “que este mundo é um vale de lágrimas”, mas eu não concordo, pois o mundo é bom, nós, seus habitantes, que complicamos tudo. Outros reclamadores dizem que tudo está difícil, tudo caro, etc. etc., mas se esquecem que nunca, em tempo algum, se ganhou tanto dinheiro!!! Basta saber dosar as coisas que tudo sairá bem, nunca se esquecendo de DEUS. Antes de levantar-se da cama, antes de conversar com qualquer pessoa, conversem com Deus. De braços cruzados rezem o “CREIO EM DEUS PAI”. Tudo sairá bem. A vida lhes parecerá um céu aberto. O mundo lhes parecerá um céu aberto. O mundo lhes parecerá “um vale de felicidades", “de amor”, “de paz” e “de esperança” de dias mais felizes ainda.
Com muitas saudades, o vovô Gegê, em 7/11/1985.


Quanto otimismo retratado aqui, que afinal todos nós herdamos... Quanta fé e esperança contida neste documento.

Quanta saudades, hoje já sem as cartas...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Suas origens (1)




Meshtaye, Marmarita, na Siria.

De lá partiu rumo ao Brasil um grupo de familiares, dentre eles João Salit, filho de Elias Salit. Fugiam da guerra dos cristãos com os mouros.

Aqui chegando, ao passar pela identificação na imigração, sem falar português e em interlocução com o funcionário que também pouco entendia da lingua síria, foi-lhe perguntado o nome.
No seu país, quando perguntado pelo nome, geralmente a pessoa responde com o primeiro nome próprio agregado ao termo "de" adicionado ao primeiro nome próprio do pai.

Em seu caso ficou João de Elias, que o funcionário interpretou e o registrou como João Elias. Surgia assim o nosso ramo da familia Elias, que de fato deveria ser Salit.